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Embaixadores

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Super 8 (2011), por Ricardo


Cofesso que estava à espera de mais deste filme. Aumentam as expectativas das pessoas a um nível que depois não conseguem satisfazê-las. Não é que não tenha gostado, mas...
Super 8 tem que ser visto como um conjunto de ideias que já anteriormente apareceram no cinema, em filmes dos dois homens fortes do projecto, Spielberg e JJ Abrams. Só assim é que se pode desculpar os clichés todos que enchem o filme.
Mas o mérito está em fazer disto tudo um bom filme. Misturaram referências a coisas passadas, personagens já exploradas, falas que já tinhamos ouvido e cenas semelhantes e mesmo assim saímos do cinema satisfeitos pelo o que vimos. Mas não passa de um filme para entreter, quando se pensava que ia sair algo muito mais interessante.
Atenção para o estreante Joel Courtney que esteve muito bem.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

True Grit (2010)

 

TRUE GRIT

Se há um género esquecido no tempo, deixado para trás neste século, é o western. Ao contrário de alguns géneros que perderam qualidade, o western perdeu-se de todo. Longe vão os filmes de Eastwood, John Wayne, John Ford, etc.. Longe os tempos dos pistoleiros, das baladas do Oeste, do deserto, dos cavalos e cavalgadas, …. Tudo perdido para um tempo de blockbusters sobre o futuro, sobre a tecnologia, sobre vampiros, lobisomens, sobre pop culture e a sociedade comunista com direito a remakes, prequelas, spin-offs, …. Longe as baladas do oeste que se pronunciaram muitas poucas vezes neste século. Uma dessas procalamações é um remake realizado pelos irmãos Coen: True Grit. As personagens mudam, as paisagens variam mas a história continua.

Quem conhece os irmãos Coen conhece este filme pelo argumento. Pelos diálogos e pela ironia escondida. Jeff Bridges, Matt Damon e Hailee Steinfield preenchem-nos com as suas interpretações e os Coen com a sua realização, o que nesta obra se perde é a essência do Oeste. Temos pedaços, bocados mas não a essência dos verdadeiros westerns passados. Mesmo assim, numa época predominante de avanços tecnológicos realçar-nos a nostalgia de um passado algo distante com cavalos, pistolas e homens com coragem não é nada mau, mesmo nada mau.

nota 8[5]

sábado, 13 de agosto de 2011

Super 8 (2011), por Bruno

 

super-8-movie

“I believe you.”

Quando falamos em J.J. Abrams, o seu nome é indiscutivelmente associado a um projecto: Lost. Embora tenha estado envolvido em vários projectos bem sucedidos como Fringe, o remake de Star Trek, etc., o projecto que o abriu ao mundo foi Lost. Desde então, realizou alguns filmes como é o caso deste Super 8.

A nostalgia da época, o medo dos soviéticos e um verão escaldante estão nesta obra. A nível argumental muito forte em detalhes mas um pouco cliché nos diálogos, Super 8 mostra-se como uma ideia interessante e contrária à moda do 3D.

O filme em si está bem realizado e cria uma atmosfera brilhante que nos insere na época mas, mais uma vez, Abrams prima pela campanha realizada ao filme. Conhecido pelas suas campanhas virais, Abrams abre o apetite cinematográfico a qualquer curioso que se atreva a realizar os seus quebra-cabeças, segredos e pormenores de teasers. Quando a altura do filme chega, já muitas são as especulações sobre o que será o segredo escondido naquela carruagem…

Não é o melhor filme deste ano como já li em certo lado, nem certamente uma obra-prima brilhante como já li igualmente, mas é um filme que enche as medidas, que nos mostra o poder de Abrams com um pormenor de apadrinhamento de Steven Spielberg. Será a passagem do testemunho?

nota 8[5]

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

se7en (1995)

 

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“Ernest Hemingway once wrote, "The world is a fine place and worth fighting for." I agree with the second part. “

O mundo é um local cruel. Como alguém disse uma vez “O mundo é um palco onde os homens e as mulheres são meros actores”. Este palco, com certeza, não demonstra uma comédia. É um palco violento, dramático, psicótico e mortal. Longe os dias em que o detective Somerset (Morgan Freeman) é um homem feliz num mundo feliz. A 7 dias do fim da sua carreira ele e outro recém-transferido detective (Brad Pitt) terão de seguir o rasto de um temível assassino que recria os 7 pecados mortais.

 

“What sick ridiculous puppets we are / and what gross little stage we dance on / What fun we have dancing and fucking / Not a care in the world / Not knowing that we are nothing / We are not what was intended. “

 

Situamo-nos em 1995, David Fincher é um desconhecido realizador que só tinha realizado um filme até aquele momento. Nas suas mãos tinha um projecto eloquente e interventivo onde aprofunda, a meu ver, no Fight Club (1999).

Os 7 pecados, os sete assassínios, demonstram o desagrado de um homem perante o mundo. Todos nós o sentimos mas ele pretende dar o exemplo. Fincher retrata num homem a vontade de milhões de pessoas deste mundo: a mudança. O mundo é um local dinâmico mas também incorrecto. Algo precisa de o abanar, este assassino pretende abanar o mundo, usar o seu nome como um exemplo. Talvez por esta fórmula determinada rodeada de talento, este filme funcione como um dos melhores filmes do século passado e demonstrar que David Fincher não atingiu o sucesso por acaso.

nota 9[5]

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Souce Code (2011)


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Duncan Jones afirmou-se no mundo sendo filho de David Bowie. Depressa essa associação desapareceu quando Jones nos presenteou com uma das melhores obras de 2009: Moon. Com este Source Code, uma obra mais comercial que Moon, comprovamos o que Duncan gosta de filmar: ficção-científica.
Se por um lado Moon deixou-nos perplexos sobre o  próspero futuro deste recente realizador, Souce Code não se afirma como um avanço nessa carreira mas também não se afirma como um fracasso. Por um lado, as questões éticas continuam presentes, este filme nunca poderia ter sido o primeiro de Duncan devido ao tamanho do projecto. Não falo do casting mais dispendioso mas todo o processo criativo por detrás dos efeitos especiais, adereços, etc.
De qualquer forma, este filme não saiu abaixo do que esperava. Sabia desde o início que não seria outro Moon mas acho que seria insensato pensar desta forma. Resta saber se Duncan Jones se afirmará como um dos nomes do sci-fi ou se irá perder no circuito mainstream
nota 8[5]