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sábado, 26 de março de 2011

Exit through the gift shop (2010)

 

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“I used to encourage everyone I knew to make art; I don't do that so much anymore. “

A arte é um conceito aberto. Além disso, existem inúmeras formas de expressar a arte e inúmeras formas de a utilizar e apreciar. Exit through the gift shop empenha-se em enrolar-nos na história da arte de rua. Assim, este filme não mostra exactamente o início e muito menos o fim (este não chegará). De certa forma, mostra quando foi atribuído o valor à street art e mostra as personagens por detrás deste movimento: Thierry Guetta, Space Invader, Shepard Farey, etc.

Estes, invadiam as ruas de diversas cidades e impunham a sua marca. Um dos aspectos mais interessantes é que esta arte não é perpétua, podem limpar aquelas paredes a qualquer momento e, por isso, Thierry Guetta deambulava com os artistas e, além de filmar os seus movimentos, vivia as suas peripécias e aventuras. De certa forma, este documentário atravessa a ascensão de Thierry Guetta e a sua transformação no Mr. Brainwash. Pelo meio, encontra os diversos artistas que transmitem pela rua mensagens de política, livre-arbítrio, cultura ou apenas por diversão. Assim, este filme vai ao encontro do mítico e procurado Banksy, um famoso street artist que criava autênticas obras-de-arte nas ruas sempre com um sentido metafórico.

Não posso excluir a nomeação deste filme para Melhor Documentário e a única razão pelo qual este não ganhou foi pelo realizador em questão (Banksy) e pela controvérsia gerada à sua volta no momento de subida ao palco. De resto, o filme é impecável e mostra que a categoria dos Documentários teve mais uma obra de valor a enraizar na sua história.

 

nota 9

quarta-feira, 23 de março de 2011

Black Swan (2010)




Finalmente tive a oportunidade de ver Black Swan. Confesso que não acho uma obra-prima, como o meu colega Bruno. Todas aquelas sequências de ballet são ligeiramente aborrecidas e enervantes e Nina chega a ser irritante de tão inocente, ingénua e sempre a tentar ser perfeita. Mas não quero reduzir o filme a isso. É um bom filme, a pedir que se veja mais de que uma vez para perceber todo o alcance do mesmo, mas não penso que seja um grande filme.
Se já elenquei os defeitos (nada de mais, em boa verdade), agora devo dizer os pontos-fortes. Bem dirigido por Darren Aronofsky, com aquelas cenas rotativas muito bem feitas, com boas performances (Kunis, Cassel, Barbara Hershey) e uma Portman espectacular (logicamente ganhou o Oscar).
Sem querer entrar em muitos detalhes sobre a história do filme, penso que não é muito claro toda a complexidade que envolve Nina. Criada num ambiente conservador e super-protector pela mãe, obsessiva em relação à perfeição no que faz, ingénua.. Não acho que depois a transição seja muito bem feita para o seu lado negro. E o final chega a ser um pouco confuso. Por isto é que não considero um grande filme.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Oscares 2011

A gala dos Oscares deste ano não teve grandes surpresas e pelos comentários que li foi bastante enfadonha. Apesar de gostar de saber os vencedores, não me dou ao trabalho de ver a emissao. É demasiada demagogia e hipocrisia. Tudo muito bem ensaiado para ninguém falhar, discursos todos preparados e tudo previsível. Mas apesar disso, segue a lista dos vemcedores:

Melhor Filme - O DISCURSO DO REI 
Melhor Realizador - Tom Hooper com O Discurso do Rei 
Melhor Actor Principal - Colin Firth com O Discurso do Rei
Melhor Actriz Principal - Natalie Portman com Cisne Negro
Melhor Actor Secundário - Christian Bale com The Fighter
Melhor Actriz Secundária - Melissa Leo com The Fighter
Melhor Filme de Língua Estrangeira - In a Better World (Canadá)
Melhor Filme de Animação - Toy Story 3
Melhor Filme de Terror - O discurso do Presidente
Melhor Argumento Original - O Discurso do Rei
Melhor Argumento Adaptado - A Rede Social
Melhor Banda Sonora Original - Trent Reznor e Atticus Ross com Rede Social
Melhor Canção Original - We Belong Together (Toy Story 3) 
Melhor Direcção Artística - Alice no País das Maravilhas por Robert Stromberg e Karen O'Hara
Melhor Fotografia - A Origem
Melhor Guarda-Roupa -Alice no País das Maravilhas
Melhor Montagem - A Rede Social
Melhor Caracterização - O Lobisomem 
Melhor Som - A Origem 
Melhores Efeitos Sonoros - A Origem
Melhores Efeitos Visuais - A Origem
Melhor Documentário - Inside Job
Melhor Documentário de Curta-Metragem - Strangers No More
Melhor Curta-Metragem de Animação - The Lost Thing
Melhor Curta-Metragem de Imagem Real - God of Love


Faço minhas estas palavras aqui:
http://dialpforpopcorn.blogspot.com/2011/02/oscars-2011-comentario.html

Eu nem vi a emissão mas tenho a mesma ideia sobre os Oscares.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Os Óscares de 2008.

Daniel Day-Lewis stars in Paul Thomas Anderson's There Will Be Blood.
Este Domingo à noite irá realizar-se a célebre cerimónia dos Óscares. E nestes dois dias, sem alguma conexão com a cerimónia a realizar-se no Domingo, revi duas obras-primas que disputaram diversos títulos nesse ano: There Will Be Blood e No Country for Old Men. O primeiro, adorei-o da primeira vez que o vi, o segundo, tive de rever para me apaixonar. E nesse ano, No Country for Old Men destronou Haverá Sangue e Paul Thomas Anderson, onde o filme deste ganhou a Melhor Fotografia e, como não podia deixar de ser, Daniel Day-Lewis levou a estatueta de Melhor Actor. E aqui é que reside a curiosidade pois quem viu os dois filmes sabe que Javier Bardem e a sua personagem no filme dos irmãos Coen é, indubitavelmente, a personagem principal. Mas, Bardem levou a estatueta de Melhor Actor Secundário pois seria muito difícil (ou até mesmo impossível) vencer Day-Lewis. O que foi triste nesse ano foi There Will be Blood não ter sido reconhecido mas agora é considerado um dos melhores filmes da década e P.T. Anderson um dos melhores realizadores dos últimos anos. Por outro lado, os Coen saíram reconhecidos. No final, todos saíram a lucrar mesmo que ainda falte a estatueta dourada a P.T. Anderson, o espectador agradece pois este foi o verdadeiro vencedor nesse ano.
Isto é só uma prova que isto dos Óscares nem sempre premeiam os melhores e nem sempre o conseguem como este ano (2008) entre estas duas obras-primas que terão as suas críticas brevemente.
No_country_for_old_men_

sábado, 26 de fevereiro de 2011

The Social Network (2009)

 

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“Facebook me”

A criação de um império. Neste filme não existe a queda. Existe a génese de um  website de qual todos ouvimos, conhecemos e usamos: (the)Facebook.

O filme prova que nem tudo é um mar de rosas. Muito menos para o desconhecido e impopular Mark Zuckerberg que, depois de levar com os patins, inicia um projecto que leva à queda da rede de Harvard. Situamo-nos em 2003. Uma cadeia de eventos leva à criação do Facebook. Hoje, ele existe, pelo meio atravessaram-se tribunais, amizades rompidas, processos judiciais e montes de dinheiro.

Este filme foi realizado pelo genial David Fincher que já nos “deu”, por exemplo, Fight Club e Se7en. Duas obras-primas. E este filme talvez se junte a ele. O tempo dirá. Fincher é espantoso assim como a sonoplastia e o trabalho dos actores mas o que mais impressiona é o argumento de Aaron Sorkin, que se demonstra como o exemplo perfeito de um argumento. Vê-se a intensidade dramática a crescer, as bases criadas e a chegada do desfecho de, certa forma, surpresa. Mas é aqui que falha. Não é culpa de Fincher nem de Sorkin mas talvez pelo assunto ser tão recente pois não duvido que se fosse feito daqui a uns anos teria um final muito mais glorioso. Mas mesmo assim é inegável. A Rede Social pertence aos melhores do ano. Um assunto como estes não teria resultado assim se não fosse Fincher.

 

nota 8