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sexta-feira, 23 de março de 2012

Road to Perdition (2002)


 Sam Mendes não é um realizador distinto. A sua filmografia tem poucos elos em comum e a sua realização é pacífica e calma. No entanto, todos os seus filmes são bons. Não são obras-primas, excluindo, obviamente, a meu ver, American Beauty, mas são obras regulares, com relevância e com um propósito.

 Deste modo, enquanto que American Beauty satirizava os subúrbios americanos e, desta forma, todos os seus estereótipos e falsidades, Jarhead tinha um cariz mais político que retrata a guerra como poucas obras deste século o fizeram. Por outro lado, temos Road to Perdition.

 Assim, sem destacar (mas também sem menosprezar) qualquer categoria técnica, que se apresentam sóbrias e regulares, o destaque do filme vai mesmo para o argumento. Não pelo que vemos, mas pelo que retiramos.

 Portanto, Road to Perdition apresenta-se mais do que uma história sobre gangues, dando relevância aos valores morais e humanos que nos unem e nos afastam.




sábado, 3 de dezembro de 2011

American Beauty (1999)


american beauty

“My name is Lester Burnham. This is my neighborhood; this is my street; this is my life. I am 42 years old; in less than a year I will be dead. Of course I don't know that yet, and in a way, I am dead already.”

Os Estados Unidos da América são o local mais desejado, por muitos, para viver. Aliás, os E.U.A. já apresentam uma fórmula do american dream que se vende em diversas áreas, incluindo o cinema Hollywood. Tal acontece que esta tão perfeita utopia de vida suburbana com todos os luxos materiais desejados e sua crítica são, de facto, o mote para a criação desta obra.
Sam Mendes, juntamente com o sarcástico e genial argumento de Alan Ball criticam aquilo que nesta utopia aparenta ser e não é. Critica, principalmente, a ilusão da perfeição e normalidade quando é tudo menos isso.
E todas estas críticas são focadas numa particular família onde tudo é o contrário de perfeito. E nessa família com particular interesse na formidável personagem de Kevin Spacey que tenta (e consegue) demonstrar toda a apatia, descrença, desilusão e imperfeição que abunda naquelas ruas dos subúrbios.