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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Born on the fourth of July (1989)

 

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4 de Julho. O dia da independência dos Estados Unidos da América. O título é exibido no ecrã, por detrás as longas paradas e a bandeira dos E.U.A. “O” feriado americano.

Neste 4 de Julho desfilam as figuras daquela pacata cidade. Os jovens, os homens, os veteranos da guerra. Tudo assistido pelos pais e filhos daquela utópica cidade e nação.

A história conta a história de Ron Kovic (Tom Cruise) um rapaz como qualquer outro que ingressa nos fuzileiros. Regressa, paralisado mas com o mesmo amor à nação com o que partiu.

Oliver Stone mostra-nos nesta fita a vida de Kovic no antes, durante e depois da guerra. As determinações, os desejos, o medo, a fúria e a necessidade de proclamar a verdade. Além de um Tom Cruise completamente devoto à personagem, Stone adapta um maravilhoso argumento que questiona a grande nação dos EUA. Em última estância, Stone faz-nos reflectir naquela personagem como se fosse qualquer outra, como o governo actua sobre nós e como nós, submissos, acreditamos. Mas também nos mostra que nunca é tarde de mais, nunca se deve afogar nas mágoas mas que se deve mostrar ao mundo a destreza de nós próprios.

Born on the fourth of July é, em seu total, uma obra que nos leva a reflectir sobre o nosso papel no nosso mundo e na sociedade.

nota 8[5]

sábado, 14 de maio de 2011

The Doors (1991)

the doors movie
“This is the strangest life I've ever known.”
The Doors sempre foi uma banda mítica. À sua volta, mais concretamente em redor do seu vocalista, Jim Morrison, criou-se um culto. Ele culto foi gerado no meio das multidões onde uns apelavam ao seu sex symbol e postura irreverente em palco e outros apelavam às metafóricas e profundas letras e vibrantes sons.
Este filme de Oliver Stone não é nada mais do que a história por detrás de Morrison, da bebida, da droga, da irreverência, do seu auge e da sua posterior queda. Pois tudo tem o fim e Morrison deixa isso esclarecido desde o início. De certa forma, ele temia mais a vida do que a morte. E o seu escape eram as drogas e a sua prova eram as letras.
Oliver Stone realiza aqui um filme de culto mesmo sendo maioritariamente falso, pelo que dizem. Mas a música é excelente, a história igualmente assim como os diálogos de Kilmer que protagoniza Jim. Mas tudo tem o fim. Tanto o filme, como a vida prematura de Morrison. E ambos os acontecimentos, deixaram um culto para trás.
nota 8[5]