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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Shadows and Fog (1991)



Woody Allen é um mais activos realizadores contemporâneos. A sua longa e variada filmografia ditam isso mesmo. E apesar do seu circuito mais comercial e aclamado pela crítica, Woody apresenta algumas obras que, de certa forma, se apresentam outsiders na sua filmografia, fugindo aos parâmetros comuns utilizados pelo realizador.

Desta forma, Shadows and Fog permanece nessa categoria. Esta obra além de fugir aos típicos dramas amorosos em NY, apresenta uma cidade anónima onde tem um serial killer que ataca pelas sombras nas noites de escuridão e nevoeiro. Assim, a personagem de Woody vê-se envolvida num plano, embora sem saber a sua função, para caçar o serial killer. Pelo meio, desde palhaços a um bordel, o filme tem de tudo.

Portanto, Woody Allen além de fugir às cidades emblemáticas, como de costume, foge também à cor. Filmado a preto e branco, aprecia-se a beleza estética com simplicidade e contorno que só apenas estas duas cores conseguiriam dar. E apesar de ser uma espécie de policial, a comédia está lá. Aliás, atrevo-me a dizer que este é um dos argumentos mais grandioso que alguma vez escreveu.

Assim, Shadows and Fog permanece como uma boa obra que reúne um bom leque de actores com um argumento espantoso (com as típicas decisões morais) e com uma beleza estética espantosa. E a ironia está em este ter sido um dos filmes menos rentável e um dos mais caros a produzir.





terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Midnight in Paris (2011), por Bruno

midnight-in-paris
“O síndrome da Era de Ouro”. O constante descontentamento com o presente. A fulgurante agonia de percorrer os caminhos errados. O desgosto de ter nascido demasiado tarde.
Woody Allen, um dos meus realizadores preferidos, constrói uma obra apaixonada e, de certa forma, doida, num bom sentido. Foi um deleite observar esta obra que conjuga com uma óptima harmonia a intelectualidade dos anos 20, o materialismo do nosso tempo, a nostalgia e, claro, a belíssima cidade de Paris, de dia e noite.
Woody Allen deliciou-nos com outra cidade que nunca dorme.
nota 9[5]