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quinta-feira, 1 de março de 2012

Oscares 2012

Concordo que sejam os prémios que mais reconhecimento têm (eu próprio quando faço aqui críticas a filmes menciono-os) mas tudo o resto enjoa-me. Os discursos encomendados, o este foi com aquele e não com o outro, os vestidos feitos para umas horas e depois nunca mais usados, a soberba americana, as pre-party e as after-party, os milhares de convidados inúteis que nem num filme participaram e toda aquela pompa superficial deixam-me doente. Daí ter deixado de ver e de seguir tudo o que está relacionado com o tema. Na segunda de manha, vou aos blogues de referência que sigo e leio os vencedores. Ponto.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

And the Oscar goes to... (the one who likes Hollywood)



Como todos sabem, este Domingo à noite ocorreu a 84ª edição anual dos prémios da Academia ou, como todos dizem, os Óscares. Estes, apesar de não serem os que maior premeiam o talento, são, certamente, os prémios com mais glamour e mais relevantes em Hollywood.

 Por isso, não vou dizer os vencedores dos Óscares pois isso todos nós já sabemos. Por outro lado, vou dizer o que achei da cerimónia em si.

 Assim, os Óscares foram, mais uma vez, atribuídos a quem mais retrata e enaltece o valor dos Estados Unidos da América e, por sua vez, quem mais enaltece o valor de Hollywood. Desta forma, The Artist é um filme mudo realizado e interpretado por franceses mas era o único nos nomeados totalmente filmado em Los Angeles. Daí que o tão desejado prémio tenha ido para eles.

 Por outro lado, no meio dos discursos com a pronúncia irritante francesa visto ser The Artist a levar os galardões, existiram alguns discursos que fugiram ao timeline imposto pela Academia (já nem um discurso decente pode ser dado com calma e emoção!), nomeadamente o de Meryl Streep (que pareceu ser a única que não sabia que era ela que levava o Óscar para casa!), que, como disse, devia ser a última vez que pousava aquele palco como vencedora. Enfim, uma vitória justa para a maior promotora dos Óscares (sempre que faz um filme, nós lembramo-nos que vão haver os Óscares!).

 Dito isto, realçar Hugo que, para Scorsese não sair de mãos a abanar (ele já está habituado (infelizmente)), arrecada alguns prémios na parte técnica. Num mesmo panorama de derrotado, sai The Descendents e Moneyball.

 Finalmente, apenas dizer que, apesar de nunca ter ganho, Stephen Daldry tem todos os seus filmes nomeados para os Óscares. Uma rara proeza que, mesmo ao sair derrotado, anima qualquer um. Assim como a irreverência de Woody ao, mais uma vez, não aparecer para recolher os louros (talvez tenha tido algum concerto num bar).

 E, como não me podia esquecer, falar de Billy Crystal que teve alguns momentos hilariantes numa cerimónia que o maior defeito a realçar é a má escolha dos vencedores.




sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Qual o problema? O estado infame do cinema português

 

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Este link "Será que ninguém vê isto?" direcciona-nos para uma verdade nua e crua dos filmes portugueses. Será a falta de qualidade ou falta de confiança no que é nosso?

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terça-feira, 26 de abril de 2011

A Nostalgia da minha infância

 

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Todos nós temos os nossos filmes da infância. Sejam eles filmes de animação, blockbusters, série Z, ou mesmo filmes que hoje sabemos que são, definitivamente, lixo. Mas esse lixo, de certa forma, marcou-nos. Para uns foram os Goonies para outros, O Rei Leão.

A minha infância, desde que me recordo, foi a devorar BD’s e VHS’s. A temática dos super-heróis sempre me fascinou fosse ele o Daredevil, o Thor, os X-Men, o Hulk, The Fantastic Four, O Batman,…, ou o meu predilecto, o Spider-Man. Eu sei que é chunga gostar da ideia de um homem com um fato de licra(?") extremamente justo e que lança teias para salvar pessoas de homens com bombas-abóboras ou homens com tentáculos, mas eu adorava (adoro!).

Pois a par das VHS do Looney Tunes e do Toy Story, as VHS dos super-heróis faziam-me as delícias e enchiam-me o mundo. Ainda hoje encho-me de esperanças e expectativas quando está para sair um filme desses heróis. Mesmo sabendo que sejam apenas blockbusters ou até mesmo filmes-pipoca que nada contribuem para o meu conhecimento, nos dias de exibição eu estou nas salas de cinema, à espera de ser encantado como em criança.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Chernobyl e a sua fábrica de dinheiro.

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Neste último fim-de-semana, o desastre que ocorreu em Chernobyl completou 25 anos. A história já é conhecida, uma central nuclear instalada em Chernobyl liberta uma nuvem radioactiva após umas operações de teste terem ocorrido mal. Com este acontecimento, a nuvem radioactiva espalhou-se pela restante Ucrânia, por diversos países vizinhos tais como a Bielorússia e a Rússia e pelo resto da Europa. Depressa, começaram a aparecer deformações, tumores e outros defeitos em pessoas por onde a nuvem radioactiva passou. Entretanto, a cidade perto da central nuclear onde os trabalhadores estavam instalados tornou-se numa cidade-fantasma.
Tudo isto para expressar algumas incertezas e inexplicações na minha mente pois pergunto-me como é que nunca fizeram um filme sobre Chernobyl (?) É que a cidade está prestes a tornar-se num ponto turístico no Norte da Ucrânia e até fazia sentido fazerem um filme visto que já fizeram um filme sobre o facebook (Crítica aqui) e sobre o Justin Bieber…

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quinta-feira, 10 de março de 2011

O estranho caso dos filmes de Terror.

 

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Eu não vejo muitos filmes de terror. Aliás, é um dos géneros que mais me desilude. Não por me assustar até porque adoro apanhar um bom susto mas pela falta de qualidade e empenho que prevalece nos filmes de terror. Seja por serem filmes à base de espíritos ou casas assombradas (assuntos fúteis) ou por serem, muitas das vezes, slashers sem história (Não me interpretem mal, eu gosto do Freddy e do Michael). É raro, para mim, encontrar um filme de terror como Psycho ou Shining. Filmes onde poucas pessoas morrem, têm história, têm sentido, não têm espíritos e, mais que tudo, assustam! Mas assustam mesmo!

Um das coisas que eu adoro em filmes de terror é o humor e o gore. Adoro! Funcionam no perfeição e traçam rasgos e separam filmes de terror. Outra das coisas que adoro em filmes de terror é a violência, seja ela física ou psicológica. Dá-me imenso prazer ver a estruturação e a forma como a violência consegue ser usadas. Afinal, todos nós temos instintos animalescos e primitivos.

E assim se fazem filmes de terror. Bons, maus e muito maus. Mas ainda está para chegar um filme de Terror nestes anos vindouros em vampiros e lobisomens (ou mesmo for a deste assunto) que me assuste como, por exemplo, Hitchcock fez!

 

shining

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Os Óscares de 2008.

Daniel Day-Lewis stars in Paul Thomas Anderson's There Will Be Blood.
Este Domingo à noite irá realizar-se a célebre cerimónia dos Óscares. E nestes dois dias, sem alguma conexão com a cerimónia a realizar-se no Domingo, revi duas obras-primas que disputaram diversos títulos nesse ano: There Will Be Blood e No Country for Old Men. O primeiro, adorei-o da primeira vez que o vi, o segundo, tive de rever para me apaixonar. E nesse ano, No Country for Old Men destronou Haverá Sangue e Paul Thomas Anderson, onde o filme deste ganhou a Melhor Fotografia e, como não podia deixar de ser, Daniel Day-Lewis levou a estatueta de Melhor Actor. E aqui é que reside a curiosidade pois quem viu os dois filmes sabe que Javier Bardem e a sua personagem no filme dos irmãos Coen é, indubitavelmente, a personagem principal. Mas, Bardem levou a estatueta de Melhor Actor Secundário pois seria muito difícil (ou até mesmo impossível) vencer Day-Lewis. O que foi triste nesse ano foi There Will be Blood não ter sido reconhecido mas agora é considerado um dos melhores filmes da década e P.T. Anderson um dos melhores realizadores dos últimos anos. Por outro lado, os Coen saíram reconhecidos. No final, todos saíram a lucrar mesmo que ainda falte a estatueta dourada a P.T. Anderson, o espectador agradece pois este foi o verdadeiro vencedor nesse ano.
Isto é só uma prova que isto dos Óscares nem sempre premeiam os melhores e nem sempre o conseguem como este ano (2008) entre estas duas obras-primas que terão as suas críticas brevemente.
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sábado, 29 de janeiro de 2011

Umas coisinhas acerca das cerimónias de Hollywood...


Os Globos de Ouro são, basicamente, indicações para os Óscares. Se por um lado tem a tarefa ingrata de nos mostrar spoilers dos Óscares, por outro, ajuda-nos a consensualizar com as injustiças que se avizinham. Não digo que os Óscares sejam a cerimónia mais relevante da 7ª arte mas é, obviamente, a mais vistosa e importante de Hollywood. 
Assim, este ano, já me preparo para Inception sair de (quase) mãos vazias assim como aconteceu aos Sacanas do Tarantino no ano passado. A minha única alegria a retirar deste último Globos de Ouro foi devido à Pixar e a Ricky Gervais. Com eles eu conto. Com as injustiças a gente habitua-se, que remédio...