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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

True Grit (2010)

 

TRUE GRIT

Se há um género esquecido no tempo, deixado para trás neste século, é o western. Ao contrário de alguns géneros que perderam qualidade, o western perdeu-se de todo. Longe vão os filmes de Eastwood, John Wayne, John Ford, etc.. Longe os tempos dos pistoleiros, das baladas do Oeste, do deserto, dos cavalos e cavalgadas, …. Tudo perdido para um tempo de blockbusters sobre o futuro, sobre a tecnologia, sobre vampiros, lobisomens, sobre pop culture e a sociedade comunista com direito a remakes, prequelas, spin-offs, …. Longe as baladas do oeste que se pronunciaram muitas poucas vezes neste século. Uma dessas procalamações é um remake realizado pelos irmãos Coen: True Grit. As personagens mudam, as paisagens variam mas a história continua.

Quem conhece os irmãos Coen conhece este filme pelo argumento. Pelos diálogos e pela ironia escondida. Jeff Bridges, Matt Damon e Hailee Steinfield preenchem-nos com as suas interpretações e os Coen com a sua realização, o que nesta obra se perde é a essência do Oeste. Temos pedaços, bocados mas não a essência dos verdadeiros westerns passados. Mesmo assim, numa época predominante de avanços tecnológicos realçar-nos a nostalgia de um passado algo distante com cavalos, pistolas e homens com coragem não é nada mau, mesmo nada mau.

nota 8[5]

segunda-feira, 16 de maio de 2011

The Big Lebowski (1998)

 

the-big-lebowski-original

“That rug really tied the room together.”

 

Os irmãos Coen são autores de grandes obras. Para mim, o seu produto de excelência é, indubitavelmente, The Big Lebowski.

Neste filme, que conta a história do The Dude (Jeff Bridges), conta a história de um preguiçoso que nada contribui para o mundo e que adora bowling e vê-se numa atrapalha devido ao seu nome, Jeffrey Lebowski.

Nesta fita dos Coen, tudo resulta na sua perfeita harmonia. É um filme feito com esforço que reflecte o estilo ousado e humorístico dos realizadores. Penso que o cunho artístico dos irmãos nota-se em cada frame, em cada diálogo do magnífico argumento.

Além disso, a personagem principal, The Dude, enche-nos o ecrã. Bridges imortaliza nesta obra a sua personagem e uma das mais míticas do cinema. Na minha opinião que revê este filme com todo o carinho e expectativa com que viu da primeira vez, The Big Lebowski é o filme a ver para quem quer descobrir os irmãos Coen.

nota 10[4]

sexta-feira, 4 de março de 2011

No Country for Old Men (2007)

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“I was sheriff of this county when I was twenty-five years old. Hard to believe. My grandfather was a lawman; father too. Me and him was sheriffs at the same time; him up in Plano and me out here. I think he's pretty proud of that. I know I was. Some of the old time sheriffs never even wore a gun. A lotta folks find that hard to believe. Jim Scarborough'd never carry one; that's the younger Jim. Gaston Boykins wouldn't wear one up in Camanche County. I always liked to hear about the oldtimers. Never missed a chance to do so. You can't help but compare yourself against the oldtimers. Can't help but wonder how theyd've operated these times. There was this boy I sent to the 'lectric chair at Huntsville Hill here a while back. My arrest and my testimony. He killt a fourteen-year-old girl. Papers said it was a crime of passion but he told me there wasn't any passion to it. Told me that he'd been planning to kill somebody for about as long as he could remember. Said that if they turned him out he'd do it again. Said he knew he was going to hell. "Be there in about fifteen minutes". I don't know what to make of that. I sure don't. The crime you see now, it's hard to even take its measure. It's not that I'm afraid of it. I always knew you had to be willing to die to even do this job. But, I don't want to push my chips forward and go out and meet something I don't understand. A man would have to put his soul at hazard. He'd have to say, "O.K., I'll be part of this world”."

As palavras vêm de Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones), um xerife do Texas. As palavras são proferidas à paisagem árida e desértica do Texas. Lá está o mote para o desencadear do filme – um negócio de droga que corre mal e um cidadão do Texas (Josh Brolin) encontra uma mala de dinheiro enquanto que um temido assasino e  louco (Javier Bardem) é pago para encontrar essa mala.
E assim decorre o filme. O pano de fundo é sempre o mesmo. Assistimos a um fugitivo, a um xerife e a um assassino que vêem as suas histórias convergindo devido àquela mala de dinheiro. Algo interessante a apontar a este filme é a dedicação por parte dos actores a este filme. Pois quem viu o filme sabe do que falo e vou mais além a dizer o que muito já disseram: Javier Bardem está impecável!
Apesar de estar um pouco fora do círculo dos irmãos Coen , dos quais sou fã, no que toca ao humor negro, nesta película consegue-se notar os rasgos dos Coen e do seu argumento. A sua realização é calma e sensível enquanto que o argumento nos faz ferver.
Este filme é um exemplo perfeito do que o Cinema tem de ser. Transporta a mensagem de que tudo é ultrapassado, de que há tempo para os novos, que há tempo para os velhos mas, a certa altura, todos nós envelhecemos e o mundo deixa de ser aquele que nós conhecíamos.

nota 9

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Os Óscares de 2008.

Daniel Day-Lewis stars in Paul Thomas Anderson's There Will Be Blood.
Este Domingo à noite irá realizar-se a célebre cerimónia dos Óscares. E nestes dois dias, sem alguma conexão com a cerimónia a realizar-se no Domingo, revi duas obras-primas que disputaram diversos títulos nesse ano: There Will Be Blood e No Country for Old Men. O primeiro, adorei-o da primeira vez que o vi, o segundo, tive de rever para me apaixonar. E nesse ano, No Country for Old Men destronou Haverá Sangue e Paul Thomas Anderson, onde o filme deste ganhou a Melhor Fotografia e, como não podia deixar de ser, Daniel Day-Lewis levou a estatueta de Melhor Actor. E aqui é que reside a curiosidade pois quem viu os dois filmes sabe que Javier Bardem e a sua personagem no filme dos irmãos Coen é, indubitavelmente, a personagem principal. Mas, Bardem levou a estatueta de Melhor Actor Secundário pois seria muito difícil (ou até mesmo impossível) vencer Day-Lewis. O que foi triste nesse ano foi There Will be Blood não ter sido reconhecido mas agora é considerado um dos melhores filmes da década e P.T. Anderson um dos melhores realizadores dos últimos anos. Por outro lado, os Coen saíram reconhecidos. No final, todos saíram a lucrar mesmo que ainda falte a estatueta dourada a P.T. Anderson, o espectador agradece pois este foi o verdadeiro vencedor nesse ano.
Isto é só uma prova que isto dos Óscares nem sempre premeiam os melhores e nem sempre o conseguem como este ano (2008) entre estas duas obras-primas que terão as suas críticas brevemente.
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