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sábado, 29 de junho de 2013

A Clockwork Orange (1971)

Clássico da autoria de Kubrick, Clockword Orange é um filme que debate a moralidade acima de tudo. É aceitável preservar o bem da sociedade a troco de tirar o livre-arbítrio a membros dessa mesma sociedade? É a questão que o filme deixa.
Por esse debate, pela performance de McDowell, pela filmagem, pela banda sonora, pela violência abusiva e gratuita, Clockwork Orange, baseado num livro de Burgess, é um grande filme.

sábado, 23 de julho de 2011

Kubrick e o seu génio.

 

stanley-kubrick

Apetecia-me escrever. Só não sabia era sobre o quê.

Então, vou escrever sobre um dos melhores e maiores realizadores que tive oportunidade de descobrir: Stanley Kubrick. Porquê? Porque, a meu ver, não há ninguém que consiga ser tão versátil e genial ao mesmo tempo. Com ele, tudo funciona. Não há erros de casting, bandas sonoras mal escolhidas, planos falhados,… Stanley Kubrick exigia perfeição, minuciosidade, rigor, cuidado. Ele não dizia que estavas errado, mas diria que podias fazer melhor. E fazia takes atrás de takes. Tudo até atingir o que pretendia. Por isso, era mal-entendido. Ninguém percebia que o mínimo detalhe seria suficiente para tudo ser diferente. Mas Kubrick sabia isso. Melhor que ninguém. Podia chegar aos 30 takes, mas ele não desistia de atingir a perfeição. No seu mundo eremita, recusava-se a viajar mas nem por isso os seus filmes deixaram de o fazer. Quem diria que Full Metal Jacket fora filmado em Londres? Quem é que não acreditou no mundo futurista de A Clockwork Orange?

Para mim, Stanley Kubrick será sempre uma figura maior. Um dos primeiros verdadeiros realizadores que descobri. Um dos primeiros que me relembrou sobre o prazer de assistir a uma peça da 7ª arte. Um dos primeiros realizadores que me fez ver o que os filmes podiam ser: obras-primas.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

sexta-feira, 1 de abril de 2011

2001  (1968), por Ricardo



Já tinha visto este filme, quando era mais pequeno, mas fiquei com poucas recordações e percebi muito pouco. Bem, agora voltei a ver e continuo sem perceber muito bem o que aquilo é. A fotografia está muito boa, os efeitos especiais deram o oscar ao realizador (Kubrick) mas a história em si é demasiado encriptica. Não estou a criticar o ritmo do filme (bastante lento) ou o elenco (pouco participam e quase não falam) mas sim o desenrolar da história.

O que quer dizer o monolito ?
Porque aparece aos macacos e depois enterrado na Lua ?
O que acontece aos astronautos que vão à Lua observar a descoberta?
Como é que Hal começa a ter sentimentos ?
O que lhe deu para começar a matar os tripulantes ?
O que acontece depois de Dave (Keir Dullea) ter "morto" Hal ?
Há alguma forma de vida em Jupiter ?
Porque é que Dave vê-se a si próprio envelhecer tão rápido ?

E isto são apenas oito questões.. Podiam ser muito mais. Pessoalmente não gosto de ver um filme e este deixar tudo em aberto sem responder a quase nada. Mas se alguém tiver percebido é favor chegar-se à frente.

Do elenco consta para além do citado Dullea, Gary Lockwood (Poole), William Silvester (Floyd) e Douglas Raine como a voz de Hal.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A Clockwork Orange (1971)

a-clockwork-orange
“There was me, that is Alex, and my three droogs, that is Pete, Georgie, and Dim, and we sat in the Korova Milkbar trying to make up our rassoodocks what to do with the evening. The Korova milkbar sold milk-plus, milk plus vellocet or synthemesc or drencrom, which is what we were drinking. This would sharpen you up and make you ready for a bit of the old ultra-violence.”

Quais os parâmetros por detrás da perfeição?
Eu lembro-me da primeira vez que vi A Clockwork Orange. Não me lembro dos detalhes à minha volta mas lembro-me do ecrã e lembro-me de estar agarrado a esse mesmo. A música entrava-me pelos ouvidos enquanto Alex (Malcolm McDowell) ditava a sua história e a dos seus três droogs. O planos para a noite, a luta, a violação, a humilhação – the old ultra-violence. Iria ser, como de costume, um verdadeiro horrorshow.
Assim, após estes dias de ultra-violence, Alex é preso e irá submeter-se ao tratamento de Ludovico a fim de se curar da violência que pairava na sua mente e para fugir à prisão.
Este foi o meu primeiro filme de Stanley Kubrick. Um verdadeiro génio que nesta obra cria um novo mundo, uma nova linguagem e uma nova visão do mundo, tudo isto através dos seus olhos visionários onde a sua realização é perfeita. Aliás, A Laranja Mecânica é uma verdadeira obra-prima que deve ser visionava por todas as pessoas deste mundo. É cruel, seco e violento mas é, igualmente, um retrato fidedigno da sociedade dos dias de hoje.
E assim acaba. Encontro o parâmetro de perfeição, (não acrescentar ou retirar algo), ao qual Clockwork Orange cumpre ao som de Ludwig Van Beethoven e das palavras de Alex – “I was cured, all right”.

nota 10