“-So guess what.
- What…I don’t know…
- I’m pregnant.”
Bogart disse que a representação era como o sexo. Ou se faz, e não se fala. Ou não se faz, e fala-se. Talvez Jason Reitman não estava a pensar nisso quando realizou, nem Diablo Cody quando escreveu esta pequena obra-prima mas nesta frase reside um pouco o conceito indie deste filme.
Juno é espectacular em muitos sentidos. Lembra-me o espírito indie e tudo está lá para o ser. Um selo de qualidade. Ellen Page, Michael Cera e Jason Bateman estão muito bons especialmente a primeira. A sonoplastia e a direcção são de louvar mas a inteligência deste filme está no argumento, claramente. Mas, tenho que admitir, que de tudo isto o que mais gostei foi a obra despretensiosa que gerou em torno da pop e rotulada sociedade que nos Estados Unidos da América tem.