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domingo, 8 de dezembro de 2013

JFK (1991)

Não sei como ainda não tinha visto este filme, ou sequer tomado conhecimento. Mas agora que o vi e li várias coisas sobre o assunto, fiquei com a mesma ideia que tenho do 11 de Setembro: encenação das autoridades para que haja ou para que continue a guerra. Vietname e Afeganistão/Iraque.
Quanto ao filme, é longo mas para quem interesse nestas matérias, podia ainda ter mais tempo que não havia problema. Um rol imenso de bons e conhecidos actores, que foi possível devido a alguns terem abdicado de pagamento. Filme intenso, naturalmente com boas prestações, com dois discursos arrebatadores (Sutherland , Costner) e uma boa forma de relatar os factos, com discursos e imagens do passado.

Filme de grande qualidade.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

La Vita è bella (1997)

Grande grande filme passado durante a II Guerra Mundial, em Itália.
Guido conquista una bella ragazza em Roma, de outra classe social, de forma extravagante e divertida. Casa-se e tem um filho. Tudo está bem até aparecer o monstro nazi a levá-los para um campo de concentração. Aí, Guido cria formas divertidas para afastar o filho da verdade e de tentar fugir.
Este filme é sobretudo uma história de amor. É simbólico de muita coisa: como conquistar uma mulher, como se divertir, como amar um filho, como amar a família, como nunca desistir.

É imperdível!

Óscar de Melhor Actor para Benigni, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Banda Sonora e nomeado para outros quatro, incluindo Melhor Realizador (Benigni himself) e Melhor Filme.
Dora é na realidade esposa de Benigni.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Depois do Adeus (2013)

Série portuguesa que passou na Rtp 1 sobre o período dos "Retornados". Começa no verão quente de 75, aquando da debandada geral dos portugueses em Angola e termina um ano depois.
Visto pelo prisma de uma família de retornados, Depois do Adeus é uma série lúdica, com muita história e com imagens valiosas de arquivo. O ponto menos positivo é que muitos dos actores não estão à altura.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Apocalypse Now (1979)

Vi a versão Redux do início do século e é, a par do Lord of the Rings, o filme mais longo que já vi.
É um filme difícil de falar, tem uma aura mágica, de destruição massiva e reflexões profundas, de inutilidade de ideais e de loucuras permitidas.
A guerra que a América perdeu no Vietname deu muito que falar, pelos vinte anos que durou, pelas mortes que teve, pelas imagens de violência gratuita, pela pobreza do palco e pelas armas usadas (napalm..).
Aqui vemos a subida mítica e perigosa do rio por uma equipa chefiado pelo capitão interpretado por Martin Sheen, com o objectivo secreto de eliminar um coronel americano (Marlon Brando), louco e arrependido, que está como um Deus, já no Cambodja.
A viagem e os que elês experienciam, só visto no filme, não há palavras.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Agora (2009)

Agora passa-se no Egipto romano, em Alexandria, século quarto, século em que Constantino aceitou a emergente religião cristã, com o propósito de ser popular.
Os cristãos são em maior número que os judeus e os pagãos, e com uma forte retória, além da violência latente em todas as religiões da altura, tomam conta da cidade e impõem o seu credo.
Hypatia é uma filósofa ateísta e é através dela que a história é-nos mostrada. Uma amostra do fanatismo religioso, das jogadas políticas e da bárbara violência daqueles tempos. Em paralelo vemos as descobertas passo-a-passo que Hypatia faz sobre as teorias da Terra e do Sol, um milénio antes de se tornar a versão oficial. Incrível como era criminoso pensar que a Terra se podia mover em torno do Sol. E ao mesmo tempo fantástico observar como as verdades científicas não são absolutas e se vão transformando. Faz-nos pensar nas coisas que hoje pensamos ser verdade e que quando envelhecermos já não vão ser.



sábado, 16 de março de 2013

J. Edgar (2011)

Hoover é daquelas típicas pessoas que ficam na história americana como mitos, em que tudo o que faziam era bom e mesmo que não fosse, eles arranjam maneira de o parecer. Têm uma aura lendária de longevidade, imbatibilidade, pessoas à frente do seu tempo e que os outros países todos não têm hipótese de ter. Há muitos assim e vêm todos parar a Hollywood. Depois vai-se a ver e os factos provam que tudo não passa de meias-verdades ou até mentiras.
Ora este Hoover era um homem que andava à escuta de toda a gente, desconfiado, racista, gostava de esquerdinas ainda menos que eu, chantagista, revertia os factos para parecer bem.. Enfim, é esta a ideia de herói que eles têm? Bem, nós aqui também "gostamos" muito do Marquês de Pombal e ele era um ditador.
O filme é bom claro, grande interpretação de Di Caprio, bom ritmo e profundeza nas personagens, apesar da maquilhagem estar muito mal trabalhada.

Era do TvCine, da minha Tv ou o filme é mesmo muito escuro?



quinta-feira, 13 de setembro de 2012

W (2008)

Surpreendentemente um filme que se vê bem. Estava a ver documentários do 11 Set e lembrei-me de ver este W, que tinha gravado recentemente. Tinha a ideia que era um género de comédia, mas não é nada, apesar de umas cenas de quase non-sense.
Não tenho grande fundamentação histórica da pessoa, mas o que vi confirma o pouco que sabia. Foi pena não terem mencionado nada do período que começou com a sua 1a eleição (Flórida..) e o 11 Set.
Boas prestações de Josh Brolin e Cromwell (mais uma vez presidente), Richard Dreyfuss e muitos outros, num filme de Oliver Stone.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Camelot (2011)

Tinha esta série gravada aqui na box há algum tempo. Em três dias vi-a toda. Também são só dez episódios, single season. Mas vale bem a pena ver.
A série é livremente baseada na Lenda do Rei Artur, é passada na Idade Média Inglesa, com vestimentas apropriadas, com os cavaleiros da Távora Redonda, com o feiticeiro Merlin, com a Excalibur... Enfim, um monte de ideias e nomes que me fazem recordar a infância e os livros que lia. Talvez tenha sido por isso que gostei bastante.
A série em si tem dois nomes bastante conhecidos, Joseph Fiennes e Eva Green. O Rei Artur é interpretado por Jamie Campbell Bower. Há também outros actores como Tamson Eggerton, Peter Mooney, Philip Winchester e Claire Forlani. A trama baseia-se na sucessão do trono inglês, disputado por Artur e pela meia-irmã. Para chegarem lá, almejam a confiança do povo. Mas Morgan (Green) vai usar toda a Real Politik para ter essa confiança. Guarda-roupa e cenários naturais perfeitos, mulheres bonitas e sem pudor...
Bem, uma série a não perder!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Munich (2005)


Só agora vi este filme, que a meu ver é obrigatório para qualquer cinéfilo. Baseado em factos verdadeiros (para mim, estes filmes são sempre os melhores), Munich tem momentos que são mesmo retratos reais do que aconteceu, como notícias e imagens dos israelitos assassinados. Com vários actores conhecidos, como Eric Bana (Avner, papel principal), Daniel Craig, Alfred Molina, Geoffrey Rush e Ciaran Hinds. Dirigido por Spielberg. Nomeado para cinco oscares, incluindo Melhor Realizador, Melhor Filme e Melhor Argumento.

A história centra-se na vingança israelita sobre os assassinos do Black Setember (grupo terrorista palestiniano que protagonizou o atentato nos Jogos Olimpicos de Berlim em 1972). Numa investida secreta, as altas patentes israelitas incumbem um grupo de cinco pessoas, liderado por Bana, para matar os onze assassinos.

A história desenvolve-se a partir destas premissas. Não é um filme de guerra, não é um filme para tomarmos partidos, é sim para acompanharmos a evolução psicológica das personagens, os seus medos, a vontade de não seguir as indicações que tinham, para perceber como tudo isto funcionava e ainda agora aposto que funciona.. Há também a tradicional relação amorosa, entre Avner e a sua mulher grávida.

Muito bom, eu gostei de ver.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Alexander (2004)


Alexander é um filme sobre a vida curta e intensa do macedónio que conquistou todo o mundo conhecido da sua altura pelas palavras do seu amigo Ptolomeu. Talvez seja por eu apreciar filmes deste género (300, Troy) mas gostei bastante deste. Ptolomeu cresceu e lutou ao lado do mito, e estava em boa posição para escrever um testemunho deste género (descontando os exageros de que os gregos gostavam). 

Alexandre tornou-se Rei depois da morte do seu pai e partir daí partiu à conquista das civilizações e impérios dominadores, como o Egipto, a Índia e a gigante Pérsia. Numa campanha de apenas oito anos conseguiu isso tudo mas com um preço muito alto a pagar. Acabou por morrer quando já tinha decidido voltar a casa com o seu exército.

Ridley Scott na direcção e um elenco muito bom, com Colin Farrel, Val Kilmer, Jared Leto, Rhys Meyers, Angelina Jolie e Anthony Hopkins


Notas históricas:

- Macedónia fazia parte do território grego e é por isso que tanto Alexander como seu pai foram Reis da Civilização Grega.
- As fronteiras do mundo conhecido enquadravam-se entre a Europa, Norte de África, Montes Urais e Índia.
- No filme há uma imagem do Farol de Alexandria, no início da história que conta Ptolomeu.
- Vemos a conquista da Babilónia, que hoje em dia é areia no deserto, mas que na altura era das cidades mais avançadas no tempo e com vistas fantásticas (é pena que não tenham recriado os Jardisn Suspensos)
- Alexander criou várias cidades ao longo do seu Império com o nome de Alexandria, com a mais importante a ser no Egipto.

Nota 9

(dIrigido não por Ridley Scott mas sim por Oliver Stone, depois da correcção muito bem feita por Rui Francisco Pereira, obrigado)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

The Good Shepherd (2006)


Realizado por Robert de Niro (que tem uma pequena participação na trama) e com argumento de Eric Roth (Munique, Forrest Gump), The Good Shepherd é um filme longo mas que vale a pena ver. É importante lembrar que o enredo não é todo verdadeiro, mas sim uma mistura de pessoas, cargos, lugares e objectivos, se bem que tudo enquadrado em factos reais. O filme leva-nos até à fundação da CIA, os seus objectivos, as suas ligações políticas e às traições existentes, tudo visto pelo prisma de Edward Wilson (Matt Damon numa grande performance) que vai subindo na hierarquia ao longo dos flashbacks que existem. Angelina Jolie, William Hurt e Oleg Shtefanko têm também boas prestações. Este filme tem bastantes semelhanças a uma mini-série que passou há pouco tempo na sic, "The Company".

E mais não digo. Acho que já é suficiente para quererem ver o filme, se já não o viram, claro.

Nota 8

Até ao próximo post!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

The Boy in the Striped Pyjamas (2008)



Este filme não é aconselhável aos que não estao cientes das atrocidades cometidas pelos nazis. Polacos, ciganos, eslavos, dissidentes políticos (mesmo que alemães) e acima de tudo Judeus foram perseguidos, torturados, espezinhados, mortos e queimados sem justificação lógica alguma. Não há como explicar isto de outra forma. E é assustador que haja gente que vai ao fórum que o IMDB tem sobre este filme e pergunte coisas como "o que se passou na ultima cena do filme?" ou "os alemães fizeram mesmo aquelas coisas?".

Ora este filme (que é baseado num livro com o mesmo nome) fala disso tudo, nomeadamente da presença dos Judeus nos campos de concentração; das diferenças entre um miúdo (Asa Butterfield) que é filho do responsável pelo Campo (David Thewlis) e um outro (Jack Scanlon) que lá está encarcerado (que na sua essência não existem), do momento em que a mulher do facínora (Vera Farmiga) percebe no que está metida e colapsa psicologicamente, da despromoção de um soldado por não ter denunciado o pai, da propaganda do regime que conquistou a filha do crápula. Enfim, tudo sinais do que se passou naquela época.

Mas a história retrata principalmente a percepção que Bruno tem sobre o que se passa à sua volta. Nos agricultores que se vestem de pijamas, da quinta que é protegida por arame farpado, dos miúdos que lá estão esfomeados e que não podem brincar com ele, da irmã que deixou as bonecas e se virou para posters do Fuhrer.

Na relação entre Bruno e Shmuel podemos ver toda a inocência e desconhecimento da realidade de um, e o trauma e preocupação pelos familiares desaparecidos do outro.

Havia mais para dizer, mas é complicado escrever sobre isto. Na cena em que há fumo a sair das chaminés e o soldado diz que "eles" ainda cheiram pior quando são queimados, se tiverem carregado no stop não se recriminem, estão apenas a ser humanos.


Nota 10
Sobre este tema, vejam também "Hitler: The Rise of the Evil" de 2003 e "Conspiracy" de 2001, além do obrigatório "Lista de Schindler".

Até ao próximo post!