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terça-feira, 28 de junho de 2011

Amores Perros (2000)

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Alejandro González Iñárritu é um dos realizadores mexicanos mais conhecidos que não renuncia às suas origens. Embora nem sempre filme em espanhol, deixa sempre os seus rasgos latinos nos seus filmes.
Conhecido por misturar diversas histórias num só filme em que todas elas têm pontos em comum, Amor Cão não é diferente.
Neste filme, as histórias estão relacionadas, de certa forma, com cães. Mais precisamente com um acidente. Mas o que mais interessa nestas histórias e que conseguimos ver grande parte do filme sem adivinharmos a ligação. De certa forma, desperta o interesse.
À parte da crueldade perante os animais, que é chocante, apresenta a vida atribulada de três personagens que oferecem vida ao filme. Os três actores principais, Goya Toledo, Emilio Echevarría e Gael García Bernal. Com particular destaque para estes dois últimos.
Embora no seu todo, o filme tenha funcionado bem, o que mais me interessou foi a recepção do filme pois em Inarritú vejo mais que um realizador, vejo um emblema de uma nação, um veículo para o conhecimento da arte latina.

nota 8[5]

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Babel (2006)

Babel, realizado por Alejandro Gonzalez Inarritu (21 Grams) ganhou o Oscar para Melhor banda sonora e foi nomeado para outros seis. É um bom cartão de visita para este filme. Sem ser uma obra-prima consegue manter uma pessoa atenta ao longo dos 143 minutos.

Quatro histórias paralelas e relacionadas entre si mostram-nos alguns dos problemas que se nos deparam na actualidade. Filmado em três continentes, presenteia-nos com realidades distintas, tanto em Marrocos, como no Japão e no México.

A história da japonesa surda-muda é particularmente intensa e perturbadora. Rinko Kikuchi tem um grande papel que lhe valeu a nomeação para o Oscar de Melhor actriz secundária. Tem problemas com o pai, a mãe suicidou-se, tem os problemas físicos que já escrevi em cima e além disso ainda tem problemas em ser virgem e consigo própria.

Outro vértice do filme é protagonizado por Brad Pitt e Cate Blanchett. Um casal a quem um dos filhos morreu e que vai numa viagem a Marrocos para tentar a reconciliação. Ela acaba baleada numa brincadeira de crianças.

Essas crianças são outro vértice. Andam a guardar as ovelhas com uma arma que o pai da japonesa ofereceu a um amigo do pai. Aqui vê-se a pobreza extrema existente, a aridez e a dispersão do território marroquino.. E até o facto de uma das crianças fantasiar com a irmã.

Por último, a ama dos filhos de Pitt/Blanchett (Adriana Barraza) leva-os até ao México a um casamento. Até aqui tudo bem, a viagem de regresso é que não corre muito bem.

Uma pequena nota para Gael Garcia Bernal. Uma participação muito reduzida, infelizmente.