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Embaixadores

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Lord of War (2005)


Lord of the War - Senhor da Guerra


 Ontem vi na Sic "O Rapaz do Pijama às Riscas" mas ainda não estou refeito das emoções para poder escrever sobre o filme, portanto vai ter que esperar.

Entretanto, Lord of War é um filme livremente baseado na história de Viktor Bout (ver mais no fim do post), um traficante de armas ilegais. Na minha opinião, é um filme muito bem conseguido, com uma abertura que explica o processo todo das munições, desde a sua fabricação até à cabeça de um miúdo africano e com uma grande performance de Nicolas Cage. Este é Yuri Orlov, um ucraniano que imigra para a América e que perante a ausência de perspectivas opta pelo negócio das armas.

Como sempre acontece nestes casos, tinham que meter uma relação amorosa. Desta vez, inventaram uma mulher-troféu (Bridget Moynahan) para o traficante, que a conseguiu conquistar através das mentiras que contou e do dinheiro que ganhava com o tráfico. Se nada disto aconteceu na realidade, para que foram acrescentar a mulher e o filho ao homem ? Mulher essa que passa de uma modelo inatingível e imaculada para uma artista em decadência que nem pergunta de onde vem o dinheiro.

No filme entra também Jared Leto, que faz de irmão sonhador e irresponsável, viciado em cocaína e que é arrastado para o negócio ilegal e Ethan Hawke, agente da autoridade que tenta capturar Cage.

Podemos ver ao longo do filme como os militares, os alfandegários, os responsáveis com cargos de alta patente, toda essa gente é comprada para que as armas cheguem ao destino, seja os Balcãs, sejam alguns países africanos (grande maioria, aliás), seja o Médio Oriente ou a América do Sul. Observamos também a alta qualidade de vida existente nestes países. Talvez haja alguma ligação..
Nota 8

Aqui podem ler 3 artigos sobre Bout:

Artigo de 2002
http://www.alem-mar.org/cgi-bin/quickregister/scripts/redirect.cgi?redirect=EEFlAlFplycANgwfPZ

Artigo de 2008
http://www.areamilitar.net/noticias/noticias.aspx?nrnot=521

Artigo de 2010
http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-11036569


Até ao próximo post!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Black Swan (2010)


 Black Swan - O Cisne Negro 

O que é Black Swan? Se existe uma definição que consiga abranger tal esplendor e perfeição, digam-me. Black Swan não é um filme de ballet, nem sequer é um filme sobre ballet. Este, serve, apenas, como pano de fundo a uma personagem que se vê dividida ao interpretar o Cisne Branco e o Cisne Negro na peça "O Lago dos Cisnes".

Esta personagem, Nina (arrebatadora Natalie Portman), é uma personagem frágil e inocente, criada no berço da mãe, luta todos os dias pela perfeição dos movimentos e pelo seu controlo. Ao contrário da perfeição para o papel do Cisne Branco, Nina precisa de se soltar, de mostrar o seu ser sensual e agressivo, ou seja, uma personagem totalmente diferente ao seu comum ser.

Assim, a história desenrola-se através de uma divisão de mentes e no cerne de pressão. É, claramente, uma trama psicótico e emocional.
Darren Aronofsky torna a sua obra em algo brilhante ou até mesmo perfeito.
A cada plano e enquadramento, a cada diálogo ou movimento de câmara (Início, cena da discoteca e cena final são brilhantes), a cada desenrolar da história, a cada actor perfeitamente coordenado e a cada nota da banda sonora, o filme torna-se perfeito. Afinal, tem tudo para o ser.
Num último suspiro, num final previsível mas igualmente encantador, ela suspira "I was perfect" e o filme continuará a ser.


10/10
(Em breve apresentaremos uma classificação mais criativa)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Mad Men


Há pouco tempo acabei de ver a quarta temporada de Mad Men. Para quem não sabe (provavelmente ninguém) é uma série de sucesso sobre o mundo da publicidade na década de 60 que se passa na Madison Avenue, em New York. Da sua profissão e das suas características profissionais vem o nome M(ad) Men. Ainda não há data para a quinta temporada ou sequer se vai haver (se alguém tiver mais informação é favor partilhar), mas de qualquer das maneiras Mad Men já tem o seu lugar reservado na galeria dos melhores projectos televisivos dos últimos anos. Ganhou 4 Globos de Ouro e 45 outros prémios no meio de 84 nomeações.

Não é uma série fácil de perceber e admito que houve episódios em que senti que estava a perder alguma coisa, mas penso que ninguém conseguiu realmente entender tudo, porque os diálogos são bastante elaborados e remontam sempre a coisas que se passaram anteriormente na série (e nem sempre nos lembramos de tudo) ou então falam de pormenores que só quem está bastante informado da realidade americana da altura consegue perceber. Isto foi o destaque negativo; de positivo há a destacar várias coisas, como o elenco, o guarda-roupa, os cenários, a envolvência histórica, a precisão da informação que nos é dada a saber e as relações inter-pessoais.

O cenário é muito bem trabalhado, os dados históricos relevantes são bastantes precisos e há várias relações retratadas. As personagens vestem-se com uma classe tal que apetece viver nesse tempo.. Mas acima de tudo, dois pontos-fortes: ficamos a saber como era a América e o mundo em geral, pela visão dos homens de negócios e de outras pessoas que a série nos presenteia e a qualidade do elenco, com Vincent Kartheiser (Peter Campbell), Elizabeth Olson (Peggy Olson), John Slattery (Roger Sterling!) e principalmente Jon Hamm (Don Draper).

Don Draper é aliás a cara de Mad Men. O melhor "advertiser" de NY, um conquistador a quem nenhuma mulher resiste, homem rico e conhecido no mundo em que está envolvido, aliciado por todas as empresas concorrentes da sua e com um passado obscuro.

Temos referências a vários assuntos marcantes e a tendências daquela época, como a constante presença do tabaco (tanto eles como elas), do álcool (é incrível como eles estão sempre a beber em todos os episódios), do racismo, da diferença entre o homem e a mulher, a eleição de JFKennedy e o seu assassinato, a ameaça nuclear do início da década, o discurso de Luther King em Washington, o advento da televisão, a Guerra Fria, as diferenças entre NY e a Califórnia e até os problemas que os veteranos tinham em fazer negócios com os japoneses.

Enfim, por isto e por muito mais, aconselho a verem a série.

Nota 9

Até ao próximo post!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Levem-me a Paris!


Estou aberto a propostas para quem me quiser levar a Paris entre Março e Julho a fim de visitar, entre outras coisas, esta (penso eu) espantosa exposição de Stanley Kubrick.

Visto em O Homem que Sabia Demasiado