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Embaixadores

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Oscares 2011

A gala dos Oscares deste ano não teve grandes surpresas e pelos comentários que li foi bastante enfadonha. Apesar de gostar de saber os vencedores, não me dou ao trabalho de ver a emissao. É demasiada demagogia e hipocrisia. Tudo muito bem ensaiado para ninguém falhar, discursos todos preparados e tudo previsível. Mas apesar disso, segue a lista dos vemcedores:

Melhor Filme - O DISCURSO DO REI 
Melhor Realizador - Tom Hooper com O Discurso do Rei 
Melhor Actor Principal - Colin Firth com O Discurso do Rei
Melhor Actriz Principal - Natalie Portman com Cisne Negro
Melhor Actor Secundário - Christian Bale com The Fighter
Melhor Actriz Secundária - Melissa Leo com The Fighter
Melhor Filme de Língua Estrangeira - In a Better World (Canadá)
Melhor Filme de Animação - Toy Story 3
Melhor Filme de Terror - O discurso do Presidente
Melhor Argumento Original - O Discurso do Rei
Melhor Argumento Adaptado - A Rede Social
Melhor Banda Sonora Original - Trent Reznor e Atticus Ross com Rede Social
Melhor Canção Original - We Belong Together (Toy Story 3) 
Melhor Direcção Artística - Alice no País das Maravilhas por Robert Stromberg e Karen O'Hara
Melhor Fotografia - A Origem
Melhor Guarda-Roupa -Alice no País das Maravilhas
Melhor Montagem - A Rede Social
Melhor Caracterização - O Lobisomem 
Melhor Som - A Origem 
Melhores Efeitos Sonoros - A Origem
Melhores Efeitos Visuais - A Origem
Melhor Documentário - Inside Job
Melhor Documentário de Curta-Metragem - Strangers No More
Melhor Curta-Metragem de Animação - The Lost Thing
Melhor Curta-Metragem de Imagem Real - God of Love


Faço minhas estas palavras aqui:
http://dialpforpopcorn.blogspot.com/2011/02/oscars-2011-comentario.html

Eu nem vi a emissão mas tenho a mesma ideia sobre os Oscares.

There will be blood (2007), por Ricardo


Grande filme. Memorável performance de Daniel Day-Lewis (Daniel Plainview).

O Oscar de melhor actor foi uma escolha óbvia no inicio de 2008, para um desempenho fenomenal. Além disso, Robert Elswit arrecadou o de Best Cinematography e o filme foi ainda nomeado para outras seis categorias, incluido melhor filme e melhor realizador.

Além de Day-Lewis, participam, entre outros, Dillion Freisier (o filho adoptado que fica surdo), Ciaran Hindse (braço direito de PlainView) e Paul Dano (que faz tanto de Paul como Ely Sunday). Gostei também bastante deste último, uma personagem muito intensa e real.

A história é uma adaptação de uma história verídica, assim como as personagens são baseadas em pessoas que existiram mesmo. O filme retrata a ascensão de um trabalhador na indústria do petróleo, desde o trabalho mais baixo e sujo até se tornar rico e dono de muitas extracções. Mas assim como vai crescendo em importância, Plainview vai ficando "maluco". É um homem cheio de ódio e com vontade de se vingar de toda a gente que lhe faça e até acaba por rejeitar o filho quando ele decide emancipar-se.

Grandes cenários, grande fotografia, diálogos intensos e cenas inesquecíveis, principalmente a do baptismo de Daniel.

Um filme para rever algumas vezes e nunca ficar desgastado.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Timer (2009)


Vi este filme ontem no FantasPorto e gostei bastante. Fui surpreendido com a ausência de legendas no pequeno auditório mas de qualquer maneira percebi bem o conceito inovador e o filme em si.

Um dispositivo que indica quanto tempo falta para uma pessoa encontrar a sua alma gémea, a pessoa com quem vai passar o resto dos dias. Claro que as pessoas confiavam nisto e rendiam-se às vantagens do sistema, e deixavam logo o namorado(a) mal soubessem que um dispositivo não coincidia com o do outro.

A isto junta-se uma quase trintona desesperada pelo seu Timer estar a zeros (Emma Caulfield), uma irmã despreocupada que se enrola com todos até o seu Timer chegar ao dia do "encontro" (Michele Borth), entre outras histórias. Com participação também de John Amedori, Desmond Harrington e JoBeth Williams.

Se tiverem oportunidade, não deixem de ver porque vale a pena.

Nota 8

Os Óscares de 2008.

Daniel Day-Lewis stars in Paul Thomas Anderson's There Will Be Blood.
Este Domingo à noite irá realizar-se a célebre cerimónia dos Óscares. E nestes dois dias, sem alguma conexão com a cerimónia a realizar-se no Domingo, revi duas obras-primas que disputaram diversos títulos nesse ano: There Will Be Blood e No Country for Old Men. O primeiro, adorei-o da primeira vez que o vi, o segundo, tive de rever para me apaixonar. E nesse ano, No Country for Old Men destronou Haverá Sangue e Paul Thomas Anderson, onde o filme deste ganhou a Melhor Fotografia e, como não podia deixar de ser, Daniel Day-Lewis levou a estatueta de Melhor Actor. E aqui é que reside a curiosidade pois quem viu os dois filmes sabe que Javier Bardem e a sua personagem no filme dos irmãos Coen é, indubitavelmente, a personagem principal. Mas, Bardem levou a estatueta de Melhor Actor Secundário pois seria muito difícil (ou até mesmo impossível) vencer Day-Lewis. O que foi triste nesse ano foi There Will be Blood não ter sido reconhecido mas agora é considerado um dos melhores filmes da década e P.T. Anderson um dos melhores realizadores dos últimos anos. Por outro lado, os Coen saíram reconhecidos. No final, todos saíram a lucrar mesmo que ainda falte a estatueta dourada a P.T. Anderson, o espectador agradece pois este foi o verdadeiro vencedor nesse ano.
Isto é só uma prova que isto dos Óscares nem sempre premeiam os melhores e nem sempre o conseguem como este ano (2008) entre estas duas obras-primas que terão as suas críticas brevemente.
No_country_for_old_men_

sábado, 26 de fevereiro de 2011

The Social Network (2009)

 

the-social-network-poster

 

“Facebook me”

A criação de um império. Neste filme não existe a queda. Existe a génese de um  website de qual todos ouvimos, conhecemos e usamos: (the)Facebook.

O filme prova que nem tudo é um mar de rosas. Muito menos para o desconhecido e impopular Mark Zuckerberg que, depois de levar com os patins, inicia um projecto que leva à queda da rede de Harvard. Situamo-nos em 2003. Uma cadeia de eventos leva à criação do Facebook. Hoje, ele existe, pelo meio atravessaram-se tribunais, amizades rompidas, processos judiciais e montes de dinheiro.

Este filme foi realizado pelo genial David Fincher que já nos “deu”, por exemplo, Fight Club e Se7en. Duas obras-primas. E este filme talvez se junte a ele. O tempo dirá. Fincher é espantoso assim como a sonoplastia e o trabalho dos actores mas o que mais impressiona é o argumento de Aaron Sorkin, que se demonstra como o exemplo perfeito de um argumento. Vê-se a intensidade dramática a crescer, as bases criadas e a chegada do desfecho de, certa forma, surpresa. Mas é aqui que falha. Não é culpa de Fincher nem de Sorkin mas talvez pelo assunto ser tão recente pois não duvido que se fosse feito daqui a uns anos teria um final muito mais glorioso. Mas mesmo assim é inegável. A Rede Social pertence aos melhores do ano. Um assunto como estes não teria resultado assim se não fosse Fincher.

 

nota 8