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Embaixadores

sábado, 3 de dezembro de 2011

American Beauty (1999)


american beauty

“My name is Lester Burnham. This is my neighborhood; this is my street; this is my life. I am 42 years old; in less than a year I will be dead. Of course I don't know that yet, and in a way, I am dead already.”

Os Estados Unidos da América são o local mais desejado, por muitos, para viver. Aliás, os E.U.A. já apresentam uma fórmula do american dream que se vende em diversas áreas, incluindo o cinema Hollywood. Tal acontece que esta tão perfeita utopia de vida suburbana com todos os luxos materiais desejados e sua crítica são, de facto, o mote para a criação desta obra.
Sam Mendes, juntamente com o sarcástico e genial argumento de Alan Ball criticam aquilo que nesta utopia aparenta ser e não é. Critica, principalmente, a ilusão da perfeição e normalidade quando é tudo menos isso.
E todas estas críticas são focadas numa particular família onde tudo é o contrário de perfeito. E nessa família com particular interesse na formidável personagem de Kevin Spacey que tenta (e consegue) demonstrar toda a apatia, descrença, desilusão e imperfeição que abunda naquelas ruas dos subúrbios.


The Curious Case of Benjamin Button (2008)

 

The Curious Case of Benjamin Button

“My name is Benjamin Button, and I was born under unusual circumstances. While everyone else was agin', I was gettin' younger... all alone.”

 

David Fincher é, a meu ver, um dos melhores cineastas destes últimos anos. Obras como The Game e Se7en ditaram um início de carreira fascinante e talentoso. E obras como Fight Club mostraram a genialidade de Fincher.

Assim, The curious case of Benjamin Button mostra-nos mais uma parceria entre Fincher e Brad Pitt e, mais uma vez, uma louvável obra. Tão louvável que só não ganhou o Óscar pois a Academia gosta de propagandear a sua imagem de diversidade e atribui o tão cobiçado galardão a uma fita, permitam a expressão, bollywoodesca.

Mas embora o prémio não tenha sido atribuído, a qualidade da fita nunca foi questionada. Daí que, Eric Roth tenha adaptado para argumento esta extraordinária fábula escrita por F. Scott Fitzgerald onde se questiona como seria a vida vivida ao contrário e que efeitos teriam no quotidiano dessa pessoa. De facto, a “desculpa” de a vida andar ao contrário apenas serve, a meu ver, para analisar minuciosamente a vida de uma pessoa de forma a antever o seu próximo passo na evolução como um ser humano.

Mais uma vez Fincher não me desilude. Antes pelo contrário, David Fincher compõe uma complexa obra recheada de talento onde o produto final apresenta-se como mais do que apenas outro filme de Fincher.

nota 8[5]

domingo, 27 de novembro de 2011

The Fighter (2010)


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Baseado numa história verídica, The Fighter tenta ser mais do que um filme sobre o boxe.

Sem ser brilhante, a história foca-se, sobretudo, fora do ringue. Nas repercussões dos nossos actos e segue dois irmãos cada um com uma história e lição diferente. Enquanto numa se foca no após boxe, no esquecimento, na tentativa de viver pelo passado e pela más escolhas de vida, no outa história, sobre o outro irmão, foca-se na tentativa de vingar no boxe, no esforço para ser bem sucedido.

The Fighter apresenta, assim, diversos aspectos interessantes para ser visto. A história e a performance de Christian Bale são mais do que suficientes para esta fita ser visionada.

Sem ser brilhante, The Fighter de David Russell mostra o seu poder. Mostra a história de dois irmãos e quanto se pode aprender com os seus erros e a importância da conquista dos sonhos.
nota 8[5]

sábado, 26 de novembro de 2011

Hunger (2008)


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À medida que crescemos, a nossa vida muda. Com ela vem o conhecimento, a educação, os valores, etc. . Todo este passado torna-se num pedaço de nós. São sentimentos e faculdades que fazem quem nós somos. Assim se faz de nós pessoas com carácter e disciplina.

Hunger é o primeiro filme de Steve McQueen. A fome, arrisco a dizer que não é o seu tema principal. É um meio para atingir um fim. Por outro lado, Hunger é um filme inspirado numa história verídica sobre pessoas que lutam por algo que é tão sagrado como a vida em si: a liberdade.

Desta forma, Hunger é um filme filmado com mestria e paciência. Com poucas palavras no argumento, McQueen foca-se, principalmente, dentro da prisão. Embora existam escassos momentos onde se filma um pouco do quotidiano de um guarda prisional.

Desta maneira, exluindo o eloquente diálogo entre Bobby Sands (Michael Fassbender num papel indescritível) e o padre daquela prisão, McQueen filma, num sentido claustrofóbico e imensamente perturbador, a constante luta pela liberdade e pela exposição dos ideais que finaliza numa greve de fome onde vários homens perecem. Mas, como outrora disseram, os ideais são à prova de bala.

nota 9[5]

sábado, 19 de novembro de 2011

Vertigo (1958)


Vertigo
Alfred Hitchcock é um dos nomes mais respeitados na sétima arte. Não é de admirar, visto a sua vasta filmografia a par da genial qualidade.
De Hitchcock já vi alguns filmes, sendo o meu preferido Rear Window. Acho-o fabuloso, intrigante. Sim, já vi o Psycho e este é a minha segunda escolha. Já os vi há muito tempo mas Rear Window desbobina-se na minha mente como se o tivesse acabado de ver. Embora Rear Window seja o meu predilecto, ainda é cedo para mim afirmar a obra máxima de Hitchcock, a meu ver. Contudo, a pouco e pouco vou colmatando as falhas e desta vez vou tempo de riscar Vertigo da minha lista. Desde já digo que a única coisa que sabia deste filme era o famoso movimento de câmara criado por Hitchcock denominado Vertigo.
Comecei, então, a ver o filme. Grande performance de James Stewart, obviamente, planos interessantes com uma banda sonora fabulosa e frenética e com um argumento interessante embora lento. De certa forma, desiludiu-me um pouco. Talvez por ser Hitchcock e as expectativas que carreguei neste filme.
Apesar de tudo, é hitchcockiano. Está lá a espionagem, o falso acusado, a mulher culpada e, de certa forma, o psicopata. Além disso, apresenta um dos melhores climas intrigantes que alguma vez assisti e como, nos dias de hoje, não se sente. Não é o melhor de sempre mas é Hitchcock. Só por isso já é de valor.
nota 9[5]