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segunda-feira, 28 de março de 2011

The Pianist (2002)



Mais um filme sobre a II Guerra Mundial. Mais uma homenagem aquela pobre gente. Roman Polanski junta as memórias do que passou na sua infância ao livro escrito por Wladyslaw Szpilman (que no filme é a personagem principal interpretada por Adrien Brody) o que resulta num grande filme, quase tão bom como "The Schindler's List". A primeira metade do filme é assustadora, ao nível do melhor que já se viu sobre o que os facínoras fizeram naquela altura. Chega a ser arrepiante assistir àquilo ( e estamos sentados no sofá, o que seria noutras circunstâncias...). Imagino que haja momentos em que é preferível acreditar que aquilo é tudo imaginação, que nada daquilo existiu. Eu próprio faço isso em algumas cenas, porque caso contrário é insuportável.

The Pianist ganhou três oscares: melhor actor (Brody), melhor realizador e melhor argumento adaptado. Foi também nomeado para melhor filme e para outras três categorias.

O filme conta a história de um pianista (Brody) que mora com a sua família (pai, mãe, irmão e irmãs) na capital Polaca. Como os outros judeus, são progressivamente limitados nas suas vidas, até que são reunidos num "gheto". Aí as dificuldades aumentam tremendamente, até que finalmente são enviados para o extermínio. Brody consegue escapar e enceta uma fuga heróica pela sua sobrevivência.

Em síntese é isto, mas logicamente o filme tem muito mais detalhes e histórias que isto. É um filme obrigatório para toda a gente.

Com um bom elenco, muito bem dirigido e com imagens memoráveis, The Pianist fica na cabeça de qualquer pessoa que o veja.

4 comentários:

ArmPauloFer disse...

É um grande filme sem dúvida, diria mesmo importante até como relato desse periodo.
O Adrien Brody recebeu um muito merecido Oscar, pois esteve fenomenal e a realização de Polansky é soberba, assim como toda a produção.

Nuno Pereira disse...

Também gostei muito, alias aqui em cada todos gostamos o que prova um pouco a genialidade deste filme!

Prefiro este ao filme do Spielberg!

ArmPauloFer disse...

O do Spielberg é muito diferente e a abordagem também, nem os comparo mas os coloco no mesmo tema. Acho ainda "A Lista de Schindler" superior e de maior impacto, pois onde Spielberg demonstrou a inevitabilidade da situação ao lidar com pontos de esperança, honrando todo um povo.
No do Polansky seguimos a sobrevivência de alguém que representa esse povo e os níveis necessários para a conseguir manter, conseguindo no fim obter a sua redenção. Contudo, não o acho superior porque reflecte sobre alguém já bem relacionado em tempos, enquanto que Spielberg lidou com os desafortunados do povo, o que para mim lhe dá uma maior dimensão e num contexto ainda mais atroz e plural. Ainda para mais quando seguimos a incansável luta de um judeu... rico.

Mas que o filme de Polansky é bom... lá isso é.

Dora disse...

Já o vi tantas vezes mas vejo-se sempre como se fosse a primeira. Adoro este filme!