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quarta-feira, 9 de março de 2011

Vanilla Sky (2001)

 

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“This is a revolution of the mind.”

A nossa mente é mais poderosa que nós próprios. Têm direito à sua revolução e a única coisa que parece estar à sua frente é a tecnologia. Hoje existe tecnologia para tudo e todos, existem preços para ti e para mim; existem livros digitais e máquinas que preparam a nossa comida. É um mundo de pessoas governado pela tecnologia. Por outro lado, só existe um local no mundo onde nos podemos sentir completamente livres – a nossa mente. Mas daí surge a questão: E quando a nossa mente nos pregar partidas? É, talvez, a pergunta mais ingénua que podemos colocar a Vanilla Sky. Mas não é a única.

Longe de ser perfeita, a obra de Cameron Crowe tenta-nos mostrar um mundo onde as pessoas conseguem ser criopreservadas, ou seja, serem congeladas e mantidas “presas” nos seus mundo perfeitos onde essas mesmas pessoas o controlam. O problema para David Aames (Tom Cruise) e a premissa para este filme é quando esta personagem começa a não conseguir distinguir a realidade e o sonho.

Tirando a perfeição de parte que foge às ideias dos estúdios de Hollywood, Vanilla Sky consegue, de certa forma, encantar no que toca ao seu propósito de se mostrar mais que um filme-pipoca. Pois a par de sólidas interpretações e de uma cuidada realização jazem os dois aspectos que tornam esta obra um pouco mais especial: O argumento e a banda sonora. Belíssimos!

Em suma, fica tudo dito e escrito. Vanilla Sky prova ser mais do que um filme-pipoca mesmo dentro dos seus limites. Desatento a este pormenor, permanece o argumento e a banda sonora que foram muito bem estudados e usados neste filme que teria tudo para ser banal se não fossem estes dois aspectos e poderia ter sido memorável se tivessem sido ainda melhor estudados e usados!

 

nota 7

1 comentário:

ArmPauloFer disse...

Já não vejo este filme há uns anitos... mas retenho de memória de ser um filme muito interessante e um daqueles remakes à americana como devem ser. Muito bom e feito para pensar também.
Tem uma banda-sonora repleto de boas canções (dá para ouvir na integra como uma colectãnea - é impressionante de tão boa.)