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domingo, 13 de fevereiro de 2011

The Godfather (1972), por Bruno Cunha



"I'm gonna make him an offer he can´t refuse". Ouvi estas palavras dezenas de vezes. Ouvi-a de um amigo que adorava este filme, ouvi-a do jogo que muito me fez estar em frente à televisão. Entretanto, chegou a altura de ver o filme. As expectativas eram altas e o frente não lhes correspondeu como eu desejava. Tempos passaram, horas, dias e meses e voltei a rever esta obra. Agora, percebo a pérola que Coppola e Puzo criaram. Agora, compreendo The Godfather.

No cerne de uma família de raízes Sicilianas, os Corleone, ingressamos no mundo dos mobsters, do jogo, das mulheres, do dinheiro desde os mais desejados prazeres até aos mais profundos e respeitosos valores familiares. Assim, compreendemos como esta e todas as outras famílias mafiosas funcionam. Todas, ligadas por elos de rivalidade e poderes, por elos de respeito e admiração mas também de vingança e desejo carnal.

Com o desenrolar da história, vemos a queda do Don Corleone (Marlon Brando inesquecível) e a ascensão do seu filho ao cargo, Michael (O jovem em ascensão Al Pacino). Embora a história central seja o funcionamento de uma típica familia mafiosa de Sicília, O Padrinho prima pelas histórias paralelas, pelos engenhos e pelos planos usados até à evolução final.

Escusado será dizer o valor moral e sentimental desta obra a qual o assunto a agrada a muitos, eu inclusivé. Ao atravessar-nos nos aspectos técnicos vemos outro grande ponto a favor desta obra. A mítica banda sonora, a crueldade da filmagem e o seu rigor, o enquadramente perfeito do argumento e uma montagem assaz competente sem nunca perdermos o fio da obra. Outro dos pontos brilhantes desta obra é, obviamente, as personagens e os actores que lhes dão vida, que junta um leque muito variado de actores como os referidos Al Pacino e o inesquecível Brando assim como Robert Duvall, Diane Keaton ou James Caan.

E espero, assim, ter sido um bom escritor a fim de escrever sobre complexa mas magnífica obra. E agora, se ainda não viram, vejam. E não se esqueçam de rever.


Nota 9


10 comentários:

Roberto Simões disse...

Rever é essencial para a apreciação de uma obra que todos parecem adorar menos nós. O prazer da re-descoberta fala por si. Gosto bastante do filme, mas prefiro o segundo da trilogia. E tu?

Roberto Simões
CINEROAD

Bruno Cunha disse...

Roberto, eu dei 9 exactamente pelo que falam da segunda parte da trilogia. Esta só vou ver esta sexta-feira...

Loot disse...

Um dos melhores filmes sobre a temática dos gangsters. O VIto Corleone de Brandon é mítico.

Coppola é deveras um realizador extraordinário

Abraço

dragao vila pouca disse...

Vi os três, mas como li o livro do Mário Puzo, fiquei com uma sensação de desilusão. Mesmo assim, acho que é o segundo da série, com Roberto De Niro, foi o que gostei mais.

Um abraço

Bruno Cunha disse...

Loot, é mesmo uma personagem mítica.

dragao, ainda estou para ver a segunda parte. Quanto ao livro, já está na lista a ler à algum tempo.

Gema disse...

Adorei, adorei, adorei... este filme é simplesmente magnifico :)
Da trilogia só não gostei tanto do 3º.
Bjks

Sarah disse...

Está qualquer coisa de extraordinário! Clássico, spaaauh! *

Sarah
http://depoisdocinema.blogspot.com

Bruno Cunha disse...

Obrigado a todos pelos comentários! Muito em breve chegarão as críticas da segunda e terceira parte desta´mítica trilogia.

ArmPauloFer disse...

Este filme é magnifico, inteligente e artisticamente uma das grandes obra do cinema. Marlon Brando deu-nos um Corleone totalmente marcante. Um chefe de máfia também marcado por honra, ponderação, um frio calculismo sempre presente e um chefe de familia (a sua em casa) admirável.
Nunca consegui ter para mim a parte 1 e a parte 2 como apenas dois filmes separados mas sim como um só e longo filme. Onde numa 1ª parte temos uma geração em transição e na segunda a continuação dos feitos da impiedosa sucessão familiar. Obra brilhante!
Obs: e sou fã do terceiro tomo da história...

ArmPauloFer disse...

É sem dúvida o mais intenso da saga Corleone. Coppola consegue fazer uma sequela que suplanta em quase tudo o filme que lhe dá origem. Quase... porque só falta mesmo o Marlon Brando mas a incursão pelos tempos do jovem Vito (magnifico Robert De Niro) traz uma outra visão diferente ao "criminoso" que até deixa uma noção de grande empatia por que teve de optar e lutar por dar sustento á sua familia numa sociedade sem oportunidades, sendo o mau caminho muito mais sedutor. Em sintonia com esta ascenção no crime vemos o seu legado, uma geração posterior numa ascenção ainda mais maquiavélica, fria, calculista e impiedosa.
A 3ª parte foca a oportunidade de redenção e fecha com chave de ouro a saga dos Corleone, especialmente a de Michael Corleone

(Obs: eu até nem me importaria com um quarto tomo - Andy Garcia teria merecido.
E se a Sofia Coppola o fizesse? Seria interessante ver o legado de uma familia de ficção às mãos... de um mesmo legado familiar... e real).