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sábado, 19 de fevereiro de 2011

The Godfather: Part II (1974)

 

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“Keep your friends close, but your enemies closer”

 

No fundo preto surgem as míticas palavras brancas. O título esbarrado na tela preta sem crédito iniciais, como Coppola nos acostumou. Alguém mostra o respeito a Don (Al Pacino) e, de seguida, remete-nos para Sicília e conta-nos os primórdios de Vito Corleone que, criou do nada, a Família Corleone, uma ver governada como um Império Romano por ele.

Assim, Coppola inicia a sua fábula, ora contando os primórdios de Vito, ora contando os passos de Michael, seu filho, nos dias presentes e no que a Família se tornou.

Portanto, a Parte II continua a história da parte I (crítica aqui e aqui) aumentando os detalhes e acrescentando os pontos em falta com uma banda sonora muito mais presente, com uma história mais longa mas mais intensa e com Al Pacino e outro talentoso leque de actores onde apenas Robert DeNiro tenta fazer esquecer o inesquecível Marlon Brando. A meu ver, Pacino evoluiu mas é em DeNiro que encontramos a personagem mais firme do filme e, também, uma história ainda mais interessante sobre a ascensão ao poder nas ruas de Nova Iorque.

Resumidamente falando, na segunda parte d’O Padrinho foram colmatadas as falhas da primeira parte e a única saudade é Marlon Brando.

 

Nota 9

4 comentários:

Roberto Simões disse...

Este é o meu capítulo preferido, considero-o o superior em todos os aspectos. Pena, mesmo, só a ausência de Brando, como bem realçaste. 5*

Roberto Simões
CINEROAD

Gema disse...

Apesar da ausência de Brando, gostei tanto deste como do 1ºe mais uma vez não gostei tanto do 3º. Acho que Sofia Copola foi muito mal escolhida :S

Bruno Cunha disse...

Roberto e Gema, a única falha é a ausência de Brando.

Abraços

ArmPauloFer disse...

É sem dúvida o mais intenso da saga Corleone. Coppola consegue fazer uma sequela que suplanta em quase tudo o filme que lhe dá origem. Quase... porque só falta mesmo o Marlon Brando mas a incursão pelos tempos do jovem Vito (magnifico Robert De Niro) traz uma outra visão diferente ao "criminoso" que até deixa uma noção de grande empatia por que teve de optar e lutar por dar sustento á sua familia numa sociedade sem oportunidades, sendo o mau caminho muito mais sedutor. Em sintonia com esta ascenção no crime vemos o seu legado, uma geração posterior numa ascenção ainda mais maquiavélica, fria, calculista e impiedosa.
A 3ª parte foca a oportunidade de redenção e fecha com chave de ouro a saga dos Corleone, especialmente a de Michael Corleone

(Obs: eu até nem me importaria com um quarto tomo - Andy Garcia teria merecido.
E se a Sofia Coppola o fizesse? Seria interessante ver o legado de uma familia de ficção às mãos... de um mesmo legado familiar... e real).