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domingo, 13 de fevereiro de 2011

The Godfather (1972) , por Ricardo


"I'm gonna make him an offer he can't refuse"

A lendária expressão de um filme mítico. O símbolo do poder retratado em Godfather. Francis Ford Coppola e Mario Puzo conseguem atingir um nível de perfeição que só passado algumas visualizações se consegue perceber. Não há nenhum filme como este (ainda não vi a parte 2 e 3), não me perguntem se é a fotografia, se o elenco (Marlon Brando!!), se o argumento (um tema que me agrada bastante), se é a unanimidade que o rodeia ou se é tudo isto junto, mas nunca vi coisa igual. Ganhou 3 Oscares, para melhor filme, para melhor actor num papel principal (Brando) e para melhor argumento adaptado. Al Pacino, James Caan e Robert Duvall foram também nomeados para melhor actor num papel secundário, entre outras nomeações.

As relações de influência, o Poder, o respeito, os valores de Família da Cosa Nostra na América. Os benefícios, ajudas e negócios para os seus, morte e desprezo para os que se opõem. Juízes, advogados, jornalistas, sindicatos, deputados, presidentes de camâra, senadores, proprietários de casinos, restaurantes, bordeis e empresas de transportes. Tudo comprado, corrompido e partilhado com as outras Famílias. Tudo na mão da Máfia (palavra nunca utilizada no filme, assim como Cosa Nostra, a pedido "explícito" do... "Il Capo" verdadeiro).

Não vou entrar em detalhes do filme porque quem já viu já sabe e quem não viu tem obrigatoriamente que ver. E não, não é um filme de ficção. Corleone existe mesmo na Sicília, foi nesta altura que o tráfico da droga passou para o controlo mafioso, o respeito dentro da "Famiglia" é mesmo assim e até aquela reunião dos "capo" aconteceu mesmo (noutro lugar e em outras circunstâncias). Só faltou falar na "Omertá".

Hoje em dia a Cosa Nostra existe mais à custa da fama destes filmes que outra coisa, mas na altura foram eles que abriram porta à expansão da "ideia" na América.

Nota 10

1 comentário:

ArmPauloFer disse...

Texto todo ele interessante e gostei de ver a aproximação à contextualização ficção vs realidade.
O filme é todo ele muito bom, sendo o tomo seguinte a obra máxima desta saga dos Corleone. Eu também sou um daqueles que gostou muito do terceiro filme apesar de ter pouca fama.